Emergencia 24h

0800-646-8222

Comercial

(62)3353-4350

Aberto

08:00 - 18:00

Nosso E-mail

contato@federalassociados.com.br
Associe-se

blog

O que está acontecendo ao nosso redor?

placeholder

Greve dos caminhoneiros impacta vários setores

A greve dos caminhoneiros chega ao 4º dia de paralização e os impactos atingem vários setores. Os protestos ocorrem em 25 estados e no Distrito Federal, o reflexo disso pode ser visto na falta e aumento de preços de alguns alimentos, na redução da frota de diversas linhas de ônibus e nas filas dos postos de combustíveis.

No dia 16 de maio, a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos (CNTA) apresentou um ofício ao governo federal solicitando o congelamento do preço do diesel, mas a solicitação foi ignorada. De acordo com os representantes de transportes, o valor atual do óleo diesel torna impossível o transporte de mercadorias no país.

“Hoje, um caminhão grande usa até R$ 2.000,00 de diesel por dia. A margem de lucro da atividade é tão baixa que os caminhoneiros trabalham só para cumprir tabela (sem ganhar nada)”, diz Ivar Schmidt, caminhoneiro líder dos protestos de 2015.

Segundo a CNTA, não existe uma organização que possa ser considerada como responsável pela greve, pois o movimento estava sendo articulado “pelos caminhoneiros e sindicatos da categoria, nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas”.

Pedro Parente, presidente da Petrobras, anunciou uma redução de 10% no óleo diesel, a medida significa uma redução de R$ 0,25 para as refinarias, mas não foi o suficiente para conter a greve dos caminhoneiros.

“É uma medida de caráter excepcional. Não representa uma mudança na política de preço da empresa. São 15 dias para que o governo converse com os caminhoneiros”, disse Parente.

Representantes do movimento que participaram de uma reunião no Palácio do Planalto na tarde de ontem, rejeitaram o pedido de trégua do presidente Michel Temer.

Consequências

Já há falta de combustível em diversos postos de abastecimento. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Estado do Rio de Janeiro, 90% dos postos do estado estão sem combustíveis (gasolina, diesel e etanol).

Segundo a Rio Ônibus, o sistema de transporte rodoviário opera com 67% do total da frota. Já o BRT está circulando apenas com 50% do total dos ônibus articulados. No percurso entre Fundão e Madureira e no trajeto da Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande, 39 estações foram fechadas.

Em Brasília, o litro da gasolina chegou a R$ 9,99 na madrugada de hoje.

Os aeroportos de Brasília, Recife, Teresina, Ilhéus e Goiânia operam com restrição. A Infraero orientou que passageiros verifiquem a situação de seus voos no site: http://voos.infraero.gov.br/voos/index.aspx.

A paralisação dos caminhoneiros afeta também a educação. As Secretarias de Educação das cidades de Barra Mansa e Porto Real, no sul do estado, anunciaram a suspensão das aulas da rede pública nesta quinta e sexta-feira.

Em Rondônia, a Eletrobras anunciou o racionamento de energia, pois com a paralisação dos caminhoneiros, o óleo diesel não tem chegado às termelétricas.

No Rio de Janeiro, a Cedae solicitou que moradores economizem água devido a possível redução na produção causada pela greve.

O Correios anunciaram suspensão de algumas modalidades de entrega do serviço Sedex.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), alguns mercados do país já estão sofrendo com o desabastecimento de alimentos, principalmente produtos menos duráveis, como frutas, verduras e legumes.
O saco de batata passou de cerca de 70 para R$ 200,00. Na cidade do Rio de Janeiro, 95% dos legumes já estão em falta no Ceasa.

Alguns super mercados começaram a limitar o número de itens do mesmo produto por compra.

A greve dos caminhoneiros está no seu 4% dia e até o momento nenhuma negociação foi feita.

A Associação Brasileira de Caminhoneiros afirma que a greve só acabará quando houver soluções aprovadas que reduzam o custo do diesel e que sejam publicadas no Diário Oficial da União.